Estou com medo... Acho que não é novidade né?
Ultimamente tenho sentindo e falado muito essa palavra... Medo...
Nunca gostei de sentir medo, e quem gosta?
Pensando bem, deve ter quem goste, pra saltar de para-quedas e essas coisas... coisas esdrúxulas que não me chamam atenção. Não é que eu tenha medo de altura, e que eu prefiro manter meus pés no chão.
Falando nisso... Acho que é por isso que constantemente tenho sentido um frio na barriga. Meus pés não estão no chão. Estão em outro lugar... além daqui, além de mim.
Em um futuro incerto distante, incerto...Mas o que é certo?
“Navegar é preciso, viver não é preciso”.
Todo mundo conhece essa frase , mas o que nem todo mundo sabe é o verdadeiro sentido da palavra “preciso”. Fernando Pessoa não se refere ao precisar no sentido de necessitar, mas no sentido de ser certo, de ter precisão. De saber por onde pode se navegar, se há tempestades, nevoeiros, ventos, rochedos... E olha que nem com essa precisão os marinheiros ao longo dos séculos se viram livres de tempestades e naufrágios... Até o inafundável Titanic, afundou!
E é assim... Nada parece ser totalmente previsível, nem na ciência e nem na vida...
Pois é... Sinto um medo inexplicável, mas constante...
Tem dias que não me incomoda, tem dias que me incomoda muito e tem dias que me faz até chorar... Mas é assim, né? Não tem muito pra onde correr, o jeito é enfrentar de peito aberto. È igual tirar sangue, sempre a gente fica com aquele medo. E depois que tá lá na cadeira (de rosto virado e olho fechado, é claro!) Viu que não dói tanto assim... Que esperávamos ser pior, e que não foi... Saímos do laboratório com a sensação de lucro, de vitória. O sangue foi tirado e você não morreu. Nem de dor e nem de medo.
Será que alguém já morreu de medo?
Certa vez, ouvi uma história que em algum lugar no mundo oriental, algumas pessoas estavam sendo executadas com um único golpe de espada afiada no pescoço. A vítima ficava na clássica posição; ajoelhada e de cabeça abaixada. Assim a espada vazava a nuca chegando ao pescoço, e assim... Bem.. é uma essa cena batida em filmes.
Então, só sei que a medida que as pessoas era executadas, colocava-se um saco preto no rosto do próximo, e quando ia se desferir o golpe o executor gritava um “RÀ!”.
O interessante é que quando chegou a vez da última pessoa, o executor fez o som, porém não desferiu o golpe. E mesmo assim a pessoa caiu morta ao chão.
Por que ela morreu? De medo da dor?
Lembro disso e fico pensando... O que seria pior do que morte? A dor?
È até engraçado chegar a conclusão... Ele morreu por medo de morrer...
Já ouvi explicações do tipo: Quando nosso cérebro detecta a morte eminente e percebe que pode ser muito dolorosa, ele apenas se desliga, seria um instinto de preservação
. Não sei se é verdade, só sei que continua muito contraditório. Sei lá, enfim...
Mas então, falei tudo isso só pra chegar em uma conclusão comum e rasteira...
O medo ta ai, em todas as partes e em tudo na vida. O certo não existe, só existe o que acontece, as vezes depende de você e as vezes não depende, as variáveis são muitas e inconstantes. Vivemos na contingência. E estamos aqui para enfrentá-la.
Se eu puder escolher e se você puder escolher... O que escolheria?
Viver os últimos momentos e sentir a lamina passar pela tua garganta, ou morrer de medo perdendo a oportunidade de não ser executado.
É uma coisa a se pensar...
Ultimamente tenho sentindo e falado muito essa palavra... Medo...
Nunca gostei de sentir medo, e quem gosta?
Pensando bem, deve ter quem goste, pra saltar de para-quedas e essas coisas... coisas esdrúxulas que não me chamam atenção. Não é que eu tenha medo de altura, e que eu prefiro manter meus pés no chão.
Falando nisso... Acho que é por isso que constantemente tenho sentido um frio na barriga. Meus pés não estão no chão. Estão em outro lugar... além daqui, além de mim.
Em um futuro incerto distante, incerto...Mas o que é certo?
“Navegar é preciso, viver não é preciso”.
Todo mundo conhece essa frase , mas o que nem todo mundo sabe é o verdadeiro sentido da palavra “preciso”. Fernando Pessoa não se refere ao precisar no sentido de necessitar, mas no sentido de ser certo, de ter precisão. De saber por onde pode se navegar, se há tempestades, nevoeiros, ventos, rochedos... E olha que nem com essa precisão os marinheiros ao longo dos séculos se viram livres de tempestades e naufrágios... Até o inafundável Titanic, afundou!
E é assim... Nada parece ser totalmente previsível, nem na ciência e nem na vida...
Pois é... Sinto um medo inexplicável, mas constante...
Tem dias que não me incomoda, tem dias que me incomoda muito e tem dias que me faz até chorar... Mas é assim, né? Não tem muito pra onde correr, o jeito é enfrentar de peito aberto. È igual tirar sangue, sempre a gente fica com aquele medo. E depois que tá lá na cadeira (de rosto virado e olho fechado, é claro!) Viu que não dói tanto assim... Que esperávamos ser pior, e que não foi... Saímos do laboratório com a sensação de lucro, de vitória. O sangue foi tirado e você não morreu. Nem de dor e nem de medo.
Será que alguém já morreu de medo?
Certa vez, ouvi uma história que em algum lugar no mundo oriental, algumas pessoas estavam sendo executadas com um único golpe de espada afiada no pescoço. A vítima ficava na clássica posição; ajoelhada e de cabeça abaixada. Assim a espada vazava a nuca chegando ao pescoço, e assim... Bem.. é uma essa cena batida em filmes.
Então, só sei que a medida que as pessoas era executadas, colocava-se um saco preto no rosto do próximo, e quando ia se desferir o golpe o executor gritava um “RÀ!”.
O interessante é que quando chegou a vez da última pessoa, o executor fez o som, porém não desferiu o golpe. E mesmo assim a pessoa caiu morta ao chão.
Por que ela morreu? De medo da dor?
Lembro disso e fico pensando... O que seria pior do que morte? A dor?
È até engraçado chegar a conclusão... Ele morreu por medo de morrer...
Já ouvi explicações do tipo: Quando nosso cérebro detecta a morte eminente e percebe que pode ser muito dolorosa, ele apenas se desliga, seria um instinto de preservação
. Não sei se é verdade, só sei que continua muito contraditório. Sei lá, enfim...
Mas então, falei tudo isso só pra chegar em uma conclusão comum e rasteira...
O medo ta ai, em todas as partes e em tudo na vida. O certo não existe, só existe o que acontece, as vezes depende de você e as vezes não depende, as variáveis são muitas e inconstantes. Vivemos na contingência. E estamos aqui para enfrentá-la.
Se eu puder escolher e se você puder escolher... O que escolheria?
Viver os últimos momentos e sentir a lamina passar pela tua garganta, ou morrer de medo perdendo a oportunidade de não ser executado.
É uma coisa a se pensar...